Cadê o meu monopólio?

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Vivemos num país democrático e capitalista. Certo?  Hmmm, não sei. Acho que nós, brasileiros, não gostamos ou não sabemos ser nem uma coisa, nem outra.

Elegemos e apoiamos representantes que produzem leis que nos atrapalham e que invadem a nossa privacidade, como que dizendo que não temos condições de pensar, de se divertir ou de criar os nossos filhos, como por exemplo a lei antipalmada e a que obriga as operadoras de TV a cabo de terem conteúdo nacional. Para piorar reelegemos muitos deles muitas vezes…Parece que adoramos um bom paternalismo.

Tanto, que é muito comum ouvirmos: “O Governo deveria tomar conta disso”, ou: “Deveria ter uma lei proibindo isso”….Acho que nunca nos acostumamos com a plena liberdade.

Leis, temos em demasia. Temos leis para tudo e mais um pouco. Temos até as leis que “pegam” e as “que não pegam”, embora essas últimas continuem valendo.

A nossa Constituição é de 1988. De lá para cá, já foram criadas, se não me engano, 88 emendas! Como comparação, a Constituição dos Estados Unidos é de 1787 e só tem 27.

O nosso capitalismo é uma coisa à parte. Quantas vezes já ouvi de clientes meus no passado, quando do aumento de preço do produto: “Ah, mas assim você tem lucro”…Como se obter lucro não fosse o principal objetivo de uma empresa. E os custos sociais? Melhor nem falar nisto para não ser apedrejado.

Bem, quero mesmo é falar dos monopólios e oligopólios nossos de cada dia. Ah, que bom seria se o nosso grupo de empresas não tivesse concorrência…. Assim deve ter falado o lobby da indústria de informática brasileira lá nos idos de 1984. Pronto! Nesse ano foi criada uma lei para incentivar a produção de hardware e software nacionais e proibir as importações desses produtos. Enquanto nessa época, o mundo explodia com o advento do computador pessoal, o Windows e etc, nós praticamente paramos no tempo. Provocou um atraso enorme. Eram produzidos no Brasil computadores caros e que já saíam da fábrica ultrapassados. Só em 1991 essa reserva de mercado foi extinta.

Agora, vemos pipocar em todas as mídias, notícias sobre os confrontos dos “coitados” taxistas contra os “invasores” do Uber. Vemos Assembleias legislativas criando leis para proibir o uso desse aplicativo, pois isto “estaria tirando empregos e trazendo prejuízos aos taxistas”. Tirando empregos? Não é o contrário? Os motoristas do Uber não existem? O aumento da disponibilidade de transporte de passageiros e a melhora de sua qualidade não beneficia os usuários?

Os taxistas alegam que os donos de carros do Uber não pagam impostos. Como assim? Quem é que não paga imposto no Brasil? Bem, alguns são isentos. Neste caso, os taxistas, que gozam do privilégio de terem  isenção de impostos para comprar os seus carros. Os do Uber, não. Compram seus automóveis a preço cheio. Ainda por cima o Uber exige um veículo de categoria superior.

Mas é claro. O monopólio dos taxistas sente-se ameaçado. Porque eles não apoiam o fim dos camelôs, que vendem suas mercadorias, muitas vezes, em frente a lojas estabelecidas que comercializam os mesmos produtos? Nunca vi passeata de taxista apoiando lojista.

Não sou contra taxista. Aliás, uso bastante os seus serviços. Acho apenas que o mercado deve se acomodar sozinho. A competição sempre é salutar em qualquer área. Não são necessárias leis para isto. As leis devem ser aplicadas, isto sim, para coibir a violência que vimos, com alguns dito taxistas agredindo motoristas do Uber e danificando seus carros.

Não vi taxista reclamando do Easy Táxi e do 99 Táxis. Esses dois aplicativos detonaram os Tele e Radio táxis, que cobravam uma taxa dos Taxistas, que faziam parte do seu sistema. Agora, praticamente todos taxistas usam esses aplicativos e se libertaram do jugo dos Tele e Rádio táxis.

Agora, a mais nova ameaça contra um oligopoliozinho que nos faz sofrer, é o WhatsApp. As operadoras de telefonia estão fulas da vida contra o nosso querido ZapZap, desde que ele passou a permitir chamadas de voz. Querem que sejam criadas leis que impeçam ou que cobrem impostos sobre as chamadas via internet do WhatsApp.

Ah, ia me esquecendo, uma terrível ameaça à exclusividade das operadoras de TV a cabo é o desgraçado do Netflix. Como é que pode um sitezinho desses vir para o Brasil e passar a oferecer filmes por 19,90 reais por mês? “Uma falta de absurdo!”

Daqui a alguns meses, não tenho dúvida, os carros do Uber terão taxímetro, o ZapZap vai ser pago e o Netflix vai custar uns 60 reais.

E muita gente estará dizendo. Agora sim. O Governo tinha mesmo de tomar conta disso.

E viva a livre iniciativa brasileira!!!

No Recife, por ruas esburacadas se vai mais rápido.

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Caros amigos,

Dando continuidade ao tema sobre a leitura e escrita de mensagens de texto enquanto se dirige e o quanto isto impacta na fluidez do trânsito, fiz uma constatação paradoxal hoje: em ruas esburacadas o trânsito é mais rápido. Hehe

Gosto muito de ir para o trabalho pela Avenida Boa Viagem. Ir apreciando a paisagem do mar é gostoso, mas é muito mais demorado do que ir pela Avenida Conselheiro Aguiar.  Não é porque mais gente prefere dirigir ao lado da praia. É porque, como a Conselheiro Aguiar está muito esburacada, as pessoas têm de prestar mais atenção no ato de dirigir e deixam para segundo plano ler mensagens no celular!

Segue aqui uma dica para os guardas de trânsito: vocês não conseguirão multar ninguém na Conselheiro. Vão para a beira mar. Lá haverá um monte de infratores para vocês se deliciarem!

Air bag em avião. Ainda bem!!!!

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Air bag1Air bag2

Outro dia, tomei um avião de Recife a Brasília e comprei um “assento conforto”, poltrona 1F. Quando me sentei no lugar, coloquei a minha mochila no chão, atrás das minhas pernas. A aeromoça veio logo me dizer para colocar no compartimento superior, pois ali não podia. Eu então, de teimoso, coloquei-a no assento do meio, que estava vago. Ela veio de novo e me disse que ali também não podia por causa do Air-bag!!!!

Perguntei-lhe: Air-bag em avião? (talvez faça sentido air, avião..rsrs)

Ela disse: sim, senhor. O Air bag está localizado no cinto de segurança. (verdade. Vejam a foto para verem que existe mesmo).

Questiono: para quê serve um air-bag no cinto de segurança de avião? Se o dito cair, isto irá me salvar?

Não quis perguntar isto a ela, para não assustar os demais passageiros, mas fiquei pensando cá com meus botões que diacho de proteção seria aquela. Quem pensou que aquilo pudesse proteger o passageiro, devia estar “mucho loco” na hora.

Senti-me perseguido pelos comissários desse voo, pois, pouco antes do avião decolar, o aeromoço veio me pedir para colocar a poltrona na posição totalmente vertical. Acontece que a poltrona já estava na posição vertical. Quando me encostei, ela reclinou uns 3 milímetros!!!!!!!! Ele disse: senhor, por favor coloque a poltrona na vertical. Eu respondi que assim já estava. Ele, não contente, veio verificar. Debruçou-se sobre mim, apertou o botão no braço da poltrona e puxou o encosto para frente. Claro que não adiantou nada. A poltrona continuou com 3 milímetros de diferença em relação a do lado.

Ele foi chamar a chefe de comissários, que fez o mesmo procedimento. debruçou-se…etc.

Nada ficou resolvido. Cada um sentou no seu lugar e o avião decolou. Todos se salvaram! Ainda bem, né? Ufa!

Peço encarecidamente que alguém me explique qual o sentido de ter a poltrona toda na vertical. Porque não pode ficar uns centímetros (no meu caso, milímetros) reclinada? Isto faz mesmo diferença, no caso de um acidente na decolagem ou no pouso? Ah, pode ser que o Air-bag só funcione se a poltrona estiver em 90 graus….

Sério?

Deixem o cocô dos seus cachorros na rua!!!!

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Nina&Fro

Tenho duas cadelinhas Jack Russel. Nina e Afrodite. Lindas. A Nina, esta que está dando a patinha na foto, é mãe da Afrodite. São animais extremamente inteligentes e companheiros.

Moro num apartamento. Lá, elas só fazem suas necessidades no banheiro de serviço (nome politicamente correto).

Duas vezes ao dia, eu as levo para dar uma volta pelas redondezas para desestressarem e fazerem suas necessidades. O xixi não tem como recolher, mas o cocô eu pego com um saquinho plástico e levo comigo até o lixeiro mais próximo, onde deposito.

Noto muitos saquinhos plásticos pelo chão nas calçadas onde passeio com as duas. Saquinhos com cocô!! Há muitas, mas muitas pessoas que recolhem o cocô dos seus respectivos cães com os saquinhos, dão um nó e os jogam na calçada. Pura e simplesmente. Porque fazem isto? O que pensam? Acham que o cocô vai sumir assim? Some da vista, claro. Mas, à primeira chuva todos esses saquinhos vão ser levados aos bueiros provocando entupimentos e alagamentos nas mesmas ruas! Quanta ignorância!

Qual o problema de levarem os saquinhos para a lixeira mais próxima? Não tem lixeira próxima? Levem para a lixeira do seu prédio.

Não querem levar? Não recolham. Deixem o cocô na rua mesmo. É feio, fedorento, alguém pode pisar. Vocês podem pisar. Seus filhos podem pisar. Mas, o cocô tem uma característica importante: é biodegradável!

Fica aqui o apelo: se for pra recolher o cocô num saquinho plástico e largá-lo na calçada, não recolham. Deixem o cocô no chão. Isto não irá entupir as galerias. Dos males, o menor.

Dirijam falando ao celular, por favor!

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Moro em Recife, a uma distância de 4 Km do escritório onde eu trabalho. Todas as manhãs, levo entre 20 e 30 minutos para chegar ao escritório de carro. Não interessando qual via eu tome.

30 minutos para andar 4 quilômetros? Dá uma velocidade média de 8 Km por hora!!!

Comecei a perceber que não é apenas o excesso de carros ou os sinais sem sincronização que tornam o trânsito tãããããoo lento. São vários motoristas lendo e enviando mensagens de texto! Puxa! Saudades dos bons tempos, não muito tempo atrás, quando as pessoas ligavam para as outras pelo celular dirigindo. O trânsito fluía muito melhor. Até por que as pessoas erravam o caminho e saíam da frente. Eu mesmo já entrei em rua errada por estar falando ao celular.

Outro dia, vi um motoqueiro vindo em minha direção, já na contramão, de capacete com a viseira levantada, teclando e seu celular uma mensagem que, acho, deveria ser para desativar uma bomba ou coisa parecida. Deveria ser urgente, pois nem deu tempo de parar a moto. Coitado…

Assim, quero deixar aqui um pedido: voltem a ligar para as pessoas enquanto estiverem dirigindo! Deixem para teclar quando estiverem estacionados. Tampouco teclem quando o sinal estiver fechado ou o trânsito parado. Certamente o sinal vai abrir e o carro da frente vai andar e vocês só vão perceber uns 5 segundos depois.

Façam as contas, 5 segundos vezes 12 carros a sua frente somam 1 minuto. Pode parecer pouco, mas isto provoca uma demora estúpida, se considerarmos a quantidade de carros à frente com motoristas teclando e lendo textos.

Liguem! Gastem seus créditos! Usem seus planos pós-pagos e movam a cidade!!!!

Ah, acho que a multa é igual para quem está falando ao celular ou teclando nele.

Faixas exclusivas de ônibus em Recife

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Há poucos dias, saiu no noticiário que motoristas que circularem nas faixas exclusivas de ônibus aqui do Recife (acho que no Brasil todo) serão multados e terão pontos na carteira. Os ditos especialistas em trânsito demonstram que nas cidades onde foram implantadas essas faixas, os coletivos circularam com uma velocidade média maior.

Até aí, jóia! A minha reclamação é que, para os carros a velocidade diminuiu!!!! Coisa muito comum é ver os ônibus saindo de sua “faixa exclusiva” para ultrapassar outro ônibus na mesma faixa. Já vi ônibus que está ultrapassando sendo ultrapassado por outro. Desta forma, travando toda a avenida!

Se os motoristas de carros são multados por entrarem (e andarem por certo percurso) na faixa de ônibus, os motoristas de ônibus deveriam ser multados por entrarem na “faixa” dos carros!

Para quê um ônibus ultrapassar outro??

Disclaimer, o começo

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Este é o meu primeiro post. Criei este blog para poder expressar comentários sobre coisas em geral. Como meus amigos dizem que estou ficando velho (e quem não está?) por que reclamo de tudo, vou reclamar por aqui.

Se alguém concordar ou discordar, por favor comentem e iniciem a discussão. Não quero ficar falando sozinho. Acho mesmo que muitas de minhas “reclamações” são justas. Outras nem tanto.

Importante: as minhas colocações não serão político-partidárias, nem terão tom religioso nem e muito menos de torcedor. Serão apenas expressões sobre fatos e situações que presenciei ou comentários sobre a vida cotidiana. Muitas vezes, um desabafo.

Osires