Compreensão é tudo.

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Lendo um artigo sobre educação, fiquei estarrecido ao saber que, no Brasil, 75% das pessoas com idade entre 15 e 64 anos são considerados “analfabetos funcionais”, aí incluídos os 7% de analfabetos absolutos. São analfabetos funcionais aqueles que sabem escrever o nome e ler frases simples e não conseguem entender o sentido de textos mais longos, expressar ideias por escrito nem realizar operações matemáticas mais elaboradas.

Isto quer dizer que, se um navio estiver afundando e os passageiros brasileiros tiverem de ler o manual para colocar os salva-vidas antes de pular na água, apenas 3 em cada 10 deles se salvarão!

É um número absurdo, mas explica um monte de escolhas que o nosso povo faz.

Acho que aproveitando-se da baixa capacidade de entendimento da população em geral, os Correios afixaram em suas agências o aviso abaixo, que eu mesmo li e fotografei:

Achados e perdidos - Correios

Não seria muito mais simples dizer que a tarifa de achados e perdidos é grátis para quem não tem condições de pagar? Parece mesmo que as pessoas que bolaram o anúncio estavam apostando que quase ninguém iria entender o que estaria lá escrito, e assim a tarifa seria paga por todos, indiscriminadamente. Não sei se a intenção da empresa era essa mesmo. Mas que parece ter sido, parece.


Certo dia, em um voo de São Paulo a Recife fui ao toalete, no fundo do avião. Como estavam ambos ocupados, encostei-me por ali à espera da minha vez. Havia uma senhora também esperando, na minha frente. Ao ler um aviso de Proibido Fumar na porta do toalete, ela puxou conversa comigo:

Se tem esse aviso aí, é porque as pessoas fumam dentro do banheiro, né? 

– Acho que sim, respondi. Mas eles dizem que tem detector de fumaça lá dentro. Se alguém fumar, a tripulação saberá rapidinho.

– É, mas pode ser tarde. A gente não sabe dessas coisas. Depois, acontece um acidente geográfico e não se sabe o porquê….


Sim, compreensão é tudo.

Dá vontade de desistir… Às vezes. Só às vezes.

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Acordei cedo ontem. Antes das 6:00.

Saí com as cadelas pelas redondezas, desviando dos famosos saquinhos plásticos com cocô. Sol forte. Devia ter lembrado de usar um boné. A careca ardendo sob o sol das seis e meia…

Tomando café da manhã, acompanhando o noticiário na TV: governo estadual envia projeto de lei para aumentar vários impostos. Muitas notícias sobre violência urbana: assassinatos, explosões de caixas eletrônicos, gente esfaqueada, bala perdida. Plano de saúde se recusando autorizar procedimento em um paciente. Dólar dispara e passa dos 4 reais pela primeira vez na história. Com a falta de água, a população do interior do estado armazena em casa o precioso líquido em caixas e tanques e isto provoca o aumento da proliferação do mosquito da dengue e a cidade tem uma epidemia….quem imaginaria?

Nem vou falar das notícias internacionais (refugiados, atentados, dívida da Grécia, o Papa em Cuba, etc).

Saí de casa de carro. Trânsito pesado. Motoristas continuam teclando em seus smatrphones e atrapalhando o fluxo. Não bastasse isso, pedestres (tema de novo post em breve) também atravessam as ruas lendo seus e-mails e mensagens, bem devagarinho. Muitas vezes, começam a atravessar a rua quando o sinal para os carros já está abrindo.

O dia estava apenas começava e o número de fatores estressantes bombardeando a cabeça já era muito grande.

O que fazer? Dá uma vontaaade de desistir…voltar pra casa e dormir…Como assim, desistir? É só retórica mesmo, gente. Estou mesmo é com muita vontade de ganhar na Mega-Sena, como na semana passada. Não, eu não ganhei na Mega-Sena na semana passada. A vontade é que é a mesma.

A vontade vem também do sentimento de impotência que sinto. Sentimento de não poder fazer nada, ou muito pouco, para mudar esse estado de coisas. Coisas que poderiam ser muito melhores, se o povo ajudasse, tivesse consciência, educação, compreensão e sentimento de coletividade. Quando falo povo, refiro-me a todos nós. Eu me incluo aí também.

Sou melhor que ninguém, mas pelo menos eu grito, reclamo!

Aqui mesmo, eu reclamo.

O americano sintético

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CENA 1:

John trabalha num escritório no centro de Los Angeles. Estaciona seu carro e desce com um copo de café na mão, que acabara de comprar num drive-in.

Mal chega a sua sala, ouve gritos e tiros vindos da recepção. Abaixa-se e liga para o 911. A telefonista da polícia pergunta qual a ocorrência e em seguida envia umas viaturas.

A polícia chega. O prédio é cercado. As ruas próximas são fechadas.  Ao notar que há reféns, a SWAT é chamada. A equipe de elite desce de rapel de um helicóptero e vai escada abaixo enfrentar os bandidos. O escritório de John fica no trigésimo andar. O prédio tem sessenta.

Mais tiros. Bombas de efeito moral são atiradas. Um início de incêndio é prontamente combatido por nosso protagonista.

No final, dois terroristas são mortos, um ferido e um escapa de paraquedas, gritando: “Vou me vingar. Voltarei para terminar o serviço…ha ha ha ha ha”.

John, volta para casa todo lanhado, camisa rasgada e sujo de fuligem. Antes de enfiar a chave na fechadura, Rebecca, sua esposa abre a porta e o abraça fortemente.

Ela pergunta: “O que aconteceu, baby?”

Ele: “Tive um dia ruim.”

Rebecca abre a geladeira, pega uma cerveja (todas as geladeiras têm cerveja nos Estados Unidos). Ao entregar a cerveja para o John, diz: Relaxe um pouco. Vou preparar o seu banho. Jantar em 20 minutos.

CENA 2:

O pelotão do Sargento O’Hara, segue em fila indiana pela selva. Armas em punho. Tensão no ar. Música dramática.

O’Hara para. Levanta o braço direito e faz um gesto fechando a mão. O pelotão para. Alguns soldados se deitam na relva, apontando suas armas para frente, sem alvo definido. O sargento faz um sinal. Dois dedos apontando dos olhos para frente e fechando as mãos. Todo o pelotão coloca e ativa seus óculos de visão noturna.

Começa intenso tiroteio. Balas traçantes cruzam de todos os lados. Uma delas atinge o peito do soldado Ryan, que havia ficado de pé. O pelotão reage furiosamente e consegue matar os inimigos.

Ao fim do tiroteio, em meio a muita fumaça alguém grita: “Medic, Medic“. Um dos soldados, com uma cruz vermelha no braço, abaixa abre um saquinho com os dentes, derrama um pó na ferida, segura o pulso do soldado Ryan e coloca o ouvido próximo a sua boca, pois ele parece querer dizer algo.

O sargento O’Hara chega. O “Medic” olha pra ele e faz um leve sinal de não, balançando a cabeça suavemente.

……….Acho que todos vocês já viram cenas similares.

Viram como os americanos são sintéticos e não-curiosos? A esposa de John, contenta-se com a singela explicação: “Tive um dia ruim”….sem mais questionamentos. Se fosse aqui, a mulher iria dar um esporro no marido porque chegou em casa tarde e com a roupa rasgada e depois iria querer saber todos os detalhes. Mas todos mesmo!

O simples balançar de cabeça já explica que o soldado Ryan morreu.

Morreu? Meu Deus! Tenta alguma coisa aí, “Medic”. Faz respiração boca a boca, faz alguma coisa. Chama alguém…Ele era tão jovem…diria o Sargento Silva, em prantos, no Brasil.

Adoro o cinema americano. Sem maiores explicações.

Fios e mais fios. Mal, muito mal na foto.

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Adoro fotografia.

Muitas vezes, saio por aí com a câmera ou o celular fotografando a cidade. Seja o Recife ou outra qualquer.

Aqui, no nosso querido Brasil, todas as fiações de telefone, energia de alta tensão, energia de baixa tensão, TV a cabo, internet e o escambau são aéreas, levadas de poste em poste.

Um verdadeiro emaranhado de cabos e coisas sujando o visual da cidade, colocando em risco todos que passam, moram ou trabalham perto.

Por que essas fiações não são subterrâneas? Por que deixar a população correr esse tipo de risco? Por que enfeiar tanto as nossas ruas?

Ontem no fim da tarde fui ao dentista. Em frente ao edifício onde é a sua clínica, deparei com a imagem da foto abaixo. Incontáveis fios! Embora fossem muitos, eles estavam “penteados”. Uma raridade. Na maioria dos casos, é uma bagunça. Uma mistura de fios, cabos, conectores, pipa caída enroscada, transformadores, cocô de pombo, ninho de passarinho, tênis velho, ferro do poste. Uma verdadeira zona. Vocês já devem ter visto.

Fios no posteFiquei sabendo que qualquer um pode pendurar um cabo num poste. Vejamos: temos a CELPE (ou a companhia elétrica da sua cidade), com os fios elétricos de alta e baixa tensão e GVT, Oi, Claro, Vivo, Tim e Telefonica com os cabos de TV e telefone. Tem mais alguma? Não lembro agora. Mas essas operadoras de TV a cabo e telefone colocam muitos novos cabos todos os dias. E, como nem sempre  conseguem remover o fio antigo para sua substituição, deixam tudo lá mesmo e colocam outro novo. Muito mais fácil!

Finalmente, é difícil tirar uma foto de um monumento ou prédio histórico sem ter a sujeira visual dos fios. Bem naquele ângulo legal, lá estão os fios. Bem na frente de um prédio histórico tem um poste com um transformador enorme e um emaranhado de fios. Já tive de apagar fios em foto usando o Photoshop.

Sei não. Acho que fiação subterrânea é um sinal de desenvolvimento. Ainda não chegamos lá. Nem sei se um dia chegaremos a ser realmente Wireless.

Por outro lado, pode ser que deixem de propósito os fios bem lá no alto, que é para proteger dos alagamentos provocados pelos saquinhos de cocô de cachorro jogados no chão (tema de meu post de 11 de setembro passado). Além do mais, se esses fios fossem subterrâneos, certamente iriam viver pipocando e matando gente eletrocutada. Talvez seja melhor deixar lá em cima mesmo. Hehehe

E não temos onde reclamar.

Reclamar, só aqui.

Uma coleção de post pode virar livro? Isso Vale?

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Conversando com a primeira leitora do meu blog, eu disse que a minha intenção é fazer uma coletânea dos meus posts diários e publicar um livro. Daí surgiu a minha primeira divagação das reclamações:

Noite de lançamento do livro. Sessão de autógrafos em importante livraria. Fila enorme, gente saindo decepcionada porque não conseguiu comprar um livro. Estoque esgotou-se rapidamente.

Calor infernal.

 Champanhe acabou logo. Cervejas eram disputadas, entre empurrões e xingamentos.

 Calor, porque holofotes das emissoras de TV que cobriam o evento esquentam muito.

 Minha amiga, Sra. Primeira Leitora, lá na fila, bem blasée:         – Prazer, sou a primeira leitora do blog e fui mencionada na orelha do livro. Não aguento essa rotina de celebridade, muitas viagens, noites acordadas, aparições relâmpago no show do David Gilmour, telefonemas não retornados do Jake Gyllenhaal, aparição na janela do Vaticano ao lado do Papa, e o povo: quem é aquele de cara de branco ali? Aff…

 Após o lançamento do livro, participo de debate literário com Paulo Coelho e Umberto Eco. Transmitido ao vivo pela CNN.

 Luis Fernando Veríssimo queria participar, mas não conseguiu falar comigo.

 Barack Obama convida para a festa de despedida dele na White House.

 Para essa festa, Paul e Ringo chamam Eric Clapton e Stevie Wonder para completar os Beatles.

 Lá pela quinta música, o show para e eu subo ao palco para fazer uma leitura de alguns posts. Leio uns três, apenas.

 Saio.

 A banda volta a tocar. Sob vaias, não conseguem terminar o show.

 Muitas vaias.

 Começam a jogar as cadeiras no palco, pedindo o meu retorno para ler mais.

 Seguranças entram e expulsam quatro mulheres que já haviam atirado as calcinhas no palco e estavam removendo os sutiãs para jogar para mim, na passagem para a limusine.

 Acendem-se as luzes.

 Os livros que estavam expostos para venda foram roubados.

 O Serviço Secreto retira Obama e sua comitiva rapidamente.

 A Polícia chega. Todos são suspeitos.

 Encontraram dois exemplares na caixa da guitarra do Eric Clapton, que é algemado e levado para o camburão, gritando: “Those are for my kids, leave me alone, pleaaaaase, Osaires, Osaires, Heelp”. Até gosto do Eric, mas não deu para ouvir seus apelos.

 Paul McCartney não se despede de ninguém e sai de fininho. Suspeita-se que pelo menos um exemplar está escondido em seu jaquetão. 

 Stevie Wonder disse que não viu nada

 Ninguém sabe o que aconteceu com Ringo. Acham que Obama e Michelle o levaram para a Casa Branca para poder ler para eles o livro que roubaram, já que ele não canta nada.

 Enfim,

 o maior sururu.

Por que o nome dos juros é juros?

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Antes de eu começar a reclamar, que como vocês sabem é do que eu realmente gosto, quero compartilhar uma dúvida que tenho: por que o nome dos juros é juros?  Será que esse nome é dado para uma coisa que você deve e que JURA que vai devolver ou pagar? Não, não é. Andei pesquisando e aprendi que essa palavra tem origem obscura (boa característica para juros, né?). Supõe-se que derive de Jus, Juris. Ou seja um direito ou justiça para alguém receber sobre alguma coisa emprestada.

Em outras línguas, juros tem outro nome: interés (espanhol), interest (inglês). interêt (francês) e interesse (italiano).

Descobri, estarrecido, que o meu banco e os meus cartões de crédito estão muito “interessados” em mim e em todos seus clientes.

Vocês já devem ter lido ou ouvido em algum lugar que os juros dos cheque especial estão muito altos. Bem, segundo informação do Banco Central para final de agosto de 2015, eles variam de 44,48% (Banco do Nordeste do Brasil) a 335,21% (Banco Santander) ao ano! Sendo que os mais famosos ficam no centro dessa variação, com as seguintes taxas anuais: BB = 207,23%; Caixa = 207,08%; Itaú = 230,88%; Bradesco = 257,32%  e HSBC = 318,04  (informações obtidas no site http://www.bcb.gov.br/pt-br/sfn/infopban/txcred/txjuros/Paginas/RelTxJuros.aspx?tipoPessoa=2&modalidade=216&encargo=101).

Pergunto: se a taxa de Selic, que é a taxa de referência para que um banco tome dinheiro emprestado é de 14,25% ao ano (dizem ser a mais alta do mundo, uhuuu), como pode ser permitido esse banco empreste a 318,04%??? É de lascar.

Ao ler com cuidado as minhas faturas de cartão de crédito com vencimento para setembro, vi que essas operadoras vão ainda mais além. Tanto Visa como Mastercard cobram um custo efetivo total anual de 308,00%. Já o Amex, cobra estratosféricos 520,74%. Vejam as fotos logo abaixo.

Costumam-se ouvir explicações dessa disparidade para a inadimplência, o risco, o crédito disponível, etc, etc. Não há nenhuma explicação plausível que consiga me convencer que isto não é pura especulação.

Se você prestar atenção na fatura do Amex, essa vermelhinha (boa cor para isto), vai ver que se você tiver um total de R$1.000,00 e pagar no vencimento apenas o mínimo permitido, que é 15%, na próxima fatura você deverá R$987,28. Ou seja, com 150 reais que pagou, você só conseguiu abater R$12,73 da sua dívida! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Só rindo mesmo, para não chorar. Aliás, para esses casos de juros altos bancários nós não temos a quem reclamar, muito menos ombro para chorar.

Reclamar só aqui mesmo.

Cartão visa jurosCartão amex juros

 

Cadê o meu monopólio?

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Vivemos num país democrático e capitalista. Certo?  Hmmm, não sei. Acho que nós, brasileiros, não gostamos ou não sabemos ser nem uma coisa, nem outra.

Elegemos e apoiamos representantes que produzem leis que nos atrapalham e que invadem a nossa privacidade, como que dizendo que não temos condições de pensar, de se divertir ou de criar os nossos filhos, como por exemplo a lei antipalmada e a que obriga as operadoras de TV a cabo de terem conteúdo nacional. Para piorar reelegemos muitos deles muitas vezes…Parece que adoramos um bom paternalismo.

Tanto, que é muito comum ouvirmos: “O Governo deveria tomar conta disso”, ou: “Deveria ter uma lei proibindo isso”….Acho que nunca nos acostumamos com a plena liberdade.

Leis, temos em demasia. Temos leis para tudo e mais um pouco. Temos até as leis que “pegam” e as “que não pegam”, embora essas últimas continuem valendo.

A nossa Constituição é de 1988. De lá para cá, já foram criadas, se não me engano, 88 emendas! Como comparação, a Constituição dos Estados Unidos é de 1787 e só tem 27.

O nosso capitalismo é uma coisa à parte. Quantas vezes já ouvi de clientes meus no passado, quando do aumento de preço do produto: “Ah, mas assim você tem lucro”…Como se obter lucro não fosse o principal objetivo de uma empresa. E os custos sociais? Melhor nem falar nisto para não ser apedrejado.

Bem, quero mesmo é falar dos monopólios e oligopólios nossos de cada dia. Ah, que bom seria se o nosso grupo de empresas não tivesse concorrência…. Assim deve ter falado o lobby da indústria de informática brasileira lá nos idos de 1984. Pronto! Nesse ano foi criada uma lei para incentivar a produção de hardware e software nacionais e proibir as importações desses produtos. Enquanto nessa época, o mundo explodia com o advento do computador pessoal, o Windows e etc, nós praticamente paramos no tempo. Provocou um atraso enorme. Eram produzidos no Brasil computadores caros e que já saíam da fábrica ultrapassados. Só em 1991 essa reserva de mercado foi extinta.

Agora, vemos pipocar em todas as mídias, notícias sobre os confrontos dos “coitados” taxistas contra os “invasores” do Uber. Vemos Assembleias legislativas criando leis para proibir o uso desse aplicativo, pois isto “estaria tirando empregos e trazendo prejuízos aos taxistas”. Tirando empregos? Não é o contrário? Os motoristas do Uber não existem? O aumento da disponibilidade de transporte de passageiros e a melhora de sua qualidade não beneficia os usuários?

Os taxistas alegam que os donos de carros do Uber não pagam impostos. Como assim? Quem é que não paga imposto no Brasil? Bem, alguns são isentos. Neste caso, os taxistas, que gozam do privilégio de terem  isenção de impostos para comprar os seus carros. Os do Uber, não. Compram seus automóveis a preço cheio. Ainda por cima o Uber exige um veículo de categoria superior.

Mas é claro. O monopólio dos taxistas sente-se ameaçado. Porque eles não apoiam o fim dos camelôs, que vendem suas mercadorias, muitas vezes, em frente a lojas estabelecidas que comercializam os mesmos produtos? Nunca vi passeata de taxista apoiando lojista.

Não sou contra taxista. Aliás, uso bastante os seus serviços. Acho apenas que o mercado deve se acomodar sozinho. A competição sempre é salutar em qualquer área. Não são necessárias leis para isto. As leis devem ser aplicadas, isto sim, para coibir a violência que vimos, com alguns dito taxistas agredindo motoristas do Uber e danificando seus carros.

Não vi taxista reclamando do Easy Táxi e do 99 Táxis. Esses dois aplicativos detonaram os Tele e Radio táxis, que cobravam uma taxa dos Taxistas, que faziam parte do seu sistema. Agora, praticamente todos taxistas usam esses aplicativos e se libertaram do jugo dos Tele e Rádio táxis.

Agora, a mais nova ameaça contra um oligopoliozinho que nos faz sofrer, é o WhatsApp. As operadoras de telefonia estão fulas da vida contra o nosso querido ZapZap, desde que ele passou a permitir chamadas de voz. Querem que sejam criadas leis que impeçam ou que cobrem impostos sobre as chamadas via internet do WhatsApp.

Ah, ia me esquecendo, uma terrível ameaça à exclusividade das operadoras de TV a cabo é o desgraçado do Netflix. Como é que pode um sitezinho desses vir para o Brasil e passar a oferecer filmes por 19,90 reais por mês? “Uma falta de absurdo!”

Daqui a alguns meses, não tenho dúvida, os carros do Uber terão taxímetro, o ZapZap vai ser pago e o Netflix vai custar uns 60 reais.

E muita gente estará dizendo. Agora sim. O Governo tinha mesmo de tomar conta disso.

E viva a livre iniciativa brasileira!!!

No Recife, por ruas esburacadas se vai mais rápido.

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Caros amigos,

Dando continuidade ao tema sobre a leitura e escrita de mensagens de texto enquanto se dirige e o quanto isto impacta na fluidez do trânsito, fiz uma constatação paradoxal hoje: em ruas esburacadas o trânsito é mais rápido. Hehe

Gosto muito de ir para o trabalho pela Avenida Boa Viagem. Ir apreciando a paisagem do mar é gostoso, mas é muito mais demorado do que ir pela Avenida Conselheiro Aguiar.  Não é porque mais gente prefere dirigir ao lado da praia. É porque, como a Conselheiro Aguiar está muito esburacada, as pessoas têm de prestar mais atenção no ato de dirigir e deixam para segundo plano ler mensagens no celular!

Segue aqui uma dica para os guardas de trânsito: vocês não conseguirão multar ninguém na Conselheiro. Vão para a beira mar. Lá haverá um monte de infratores para vocês se deliciarem!

Air bag em avião. Ainda bem!!!!

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Air bag1Air bag2

Outro dia, tomei um avião de Recife a Brasília e comprei um “assento conforto”, poltrona 1F. Quando me sentei no lugar, coloquei a minha mochila no chão, atrás das minhas pernas. A aeromoça veio logo me dizer para colocar no compartimento superior, pois ali não podia. Eu então, de teimoso, coloquei-a no assento do meio, que estava vago. Ela veio de novo e me disse que ali também não podia por causa do Air-bag!!!!

Perguntei-lhe: Air-bag em avião? (talvez faça sentido air, avião..rsrs)

Ela disse: sim, senhor. O Air bag está localizado no cinto de segurança. (verdade. Vejam a foto para verem que existe mesmo).

Questiono: para quê serve um air-bag no cinto de segurança de avião? Se o dito cair, isto irá me salvar?

Não quis perguntar isto a ela, para não assustar os demais passageiros, mas fiquei pensando cá com meus botões que diacho de proteção seria aquela. Quem pensou que aquilo pudesse proteger o passageiro, devia estar “mucho loco” na hora.

Senti-me perseguido pelos comissários desse voo, pois, pouco antes do avião decolar, o aeromoço veio me pedir para colocar a poltrona na posição totalmente vertical. Acontece que a poltrona já estava na posição vertical. Quando me encostei, ela reclinou uns 3 milímetros!!!!!!!! Ele disse: senhor, por favor coloque a poltrona na vertical. Eu respondi que assim já estava. Ele, não contente, veio verificar. Debruçou-se sobre mim, apertou o botão no braço da poltrona e puxou o encosto para frente. Claro que não adiantou nada. A poltrona continuou com 3 milímetros de diferença em relação a do lado.

Ele foi chamar a chefe de comissários, que fez o mesmo procedimento. debruçou-se…etc.

Nada ficou resolvido. Cada um sentou no seu lugar e o avião decolou. Todos se salvaram! Ainda bem, né? Ufa!

Peço encarecidamente que alguém me explique qual o sentido de ter a poltrona toda na vertical. Porque não pode ficar uns centímetros (no meu caso, milímetros) reclinada? Isto faz mesmo diferença, no caso de um acidente na decolagem ou no pouso? Ah, pode ser que o Air-bag só funcione se a poltrona estiver em 90 graus….

Sério?

Deixem o cocô dos seus cachorros na rua!!!!

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Nina&Fro

Tenho duas cadelinhas Jack Russel. Nina e Afrodite. Lindas. A Nina, esta que está dando a patinha na foto, é mãe da Afrodite. São animais extremamente inteligentes e companheiros.

Moro num apartamento. Lá, elas só fazem suas necessidades no banheiro de serviço (nome politicamente correto).

Duas vezes ao dia, eu as levo para dar uma volta pelas redondezas para desestressarem e fazerem suas necessidades. O xixi não tem como recolher, mas o cocô eu pego com um saquinho plástico e levo comigo até o lixeiro mais próximo, onde deposito.

Noto muitos saquinhos plásticos pelo chão nas calçadas onde passeio com as duas. Saquinhos com cocô!! Há muitas, mas muitas pessoas que recolhem o cocô dos seus respectivos cães com os saquinhos, dão um nó e os jogam na calçada. Pura e simplesmente. Porque fazem isto? O que pensam? Acham que o cocô vai sumir assim? Some da vista, claro. Mas, à primeira chuva todos esses saquinhos vão ser levados aos bueiros provocando entupimentos e alagamentos nas mesmas ruas! Quanta ignorância!

Qual o problema de levarem os saquinhos para a lixeira mais próxima? Não tem lixeira próxima? Levem para a lixeira do seu prédio.

Não querem levar? Não recolham. Deixem o cocô na rua mesmo. É feio, fedorento, alguém pode pisar. Vocês podem pisar. Seus filhos podem pisar. Mas, o cocô tem uma característica importante: é biodegradável!

Fica aqui o apelo: se for pra recolher o cocô num saquinho plástico e largá-lo na calçada, não recolham. Deixem o cocô no chão. Isto não irá entupir as galerias. Dos males, o menor.